sábado, 14 de fevereiro de 2026

Responsabilidade Discursiva e Dever Constitucional:Po que não me aprofundo no autismo,mas não me omito diante da exclusão


Não me aprofundo no autismo porque não vivencio essa condição. Não sou pessoa no espectro nem familiar de alguém com Transtorno do Espectro Autista. Reconheço que determinadas experiências devem ser narradas, prioritariamente, por quem as vive. Isso é responsabilidade discursiva.

Mas não me omito diante da exclusão.

Como professor da rede pública, presencio diariamente barreiras pedagógicas, estruturais e atitudinais que atingem estudantes autistas. E, nessa condição, tenho dever jurídico, não apenas opinião sobre a inclusão escolar.

A Constituição Federal assegura a educação como direito de todos e garante igualdade de acesso e permanência na escola. A impõe sistema educacional inclusivo em todos os níveis, vedando discriminação. A reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Portanto, não falo como autoridade vivencial sobre o autismo.
Falo como agente público comprometido com a efetividade dos direitos.

Responsabilidade ética não é silêncio.
É reconhecer limites sem renunciar ao dever constitucional de enfrentar a exclusão.

Inclusão não é discurso.
É cumprimento da lei. 


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